O reporting CSRD raramente falha por falta de vontade. Quase sempre falha pelas mesmas três razões: ninguém sabe exatamente que departamento deve entregar que dados, não há um processo de recolha uniforme e, no final, os números não batem certo.
Este artigo mostra como as empresas estruturam processos de dados CSRD entre departamentos, que standards ESRS afetam que funções internas e como a Dcycle automatiza a coordenação.
Por que a CSRD é um problema de coordenação entre departamentos
A CSRD e os European Sustainability Reporting Standards (ESRS) exigem divulgações sobre temas ambientais, sociais e de governação. O que no papel parece um tema de sustentabilidade é, na prática, um projeto de dados à escala da empresa.
As emissões de Âmbito 1 e 2 provêm da produção e do facility management. As emissões de Âmbito 3 na cadeia de abastecimento são geridas por compras. RH entrega indicadores de colaboradores. As divulgações de governação vêm de legal ou diretamente da administração. Indicadores financeiros para EU Taxonomy ou financiamento ligado a ESG provêm de controlling.
Nenhuma área possui todos os dados. Sem responsabilidades claras e um sistema central surge o caos típico: Excels dispersos, unidades inconsistentes, fontes em falta e prazos incumpridos.
Dica prática: Comece a preparação CSRD com um mapa interno de stakeholders de dados: que departamento possui que dados? Esta visão, criada antes da primeira entrada, evita semanas de retrabalho.
Standards ESRS e responsabilidades internas
Os ESRS agrupam-se em cinco áreas: Ambiente (E), Social (S), Governação (G) e standards transversais (ESRS 1 e ESRS 2). Cada standard impacta diretamente funções concretas.
ESRS E1: Alterações climáticas
O ESRS central para a maioria das empresas exige inventários completos de emissões de Âmbito 1, 2 e 3, avaliações de risco climático e um plano de transição.
Departamentos responsáveis: Facility management e produção para Âmbito 1 (emissões diretas) e Âmbito 2 (eletricidade e aquecimento urbano). Compras para categorias de Âmbito 3 como bens e serviços adquiridos, viagens de negócio e logística. Controlling para riscos climáticos financeiros.
Desafio particular: emissões de Âmbito 3 exigem dados de fornecedores. Sem inquéritos estruturados, a Categoria 1 (bens adquiridos) permanece uma estimativa grossa. A Dcycle simplifica isto com inquéritos automatizados a fornecedores.
ESRS S1: Colaboradores próprios
ESRS S1 exige divulgações detalhadas sobre colaboradores: relações laborais, diversidade, remuneração, formação, segurança no trabalho e representação sindical.
Departamento responsável: RH. Na prática, PME e empresas médias muitas vezes carecem de sistemas HR standardizados que entreguem estes indicadores de forma consistente. Horas de formação, taxas de rotatividade e transparência salarial capturam-se com pouca sistematicidade.
Departamento responsável (segurança no trabalho): EHS (Environment, Health and Safety) ou responsáveis de segurança quando existem. Em empresas pequenas, frequentemente a direção de produção.
ESRS G1: Conduta empresarial
ESRS G1 cobre anticorrupção, lobbying, governação fiscal e gestão de fornecedores.
Departamento responsável: Legal ou compliance, ou a administração diretamente se não houver departamento jurídico. Os datapoints incluem casos de corrupção confirmados e respetivo tratamento, gastos em lobbying e mecanismos de reclamação.
ESRS E2–E5: outros temas ambientais
Uso da água (E3), biodiversidade (E4) e uso de recursos/economia circular (E5) afetam sobretudo empresas manufactureras e são geridos por produção, facility management e compras.
Foco na materialidade: Nem todos os ESRS aplicam a cada empresa. A dupla materialidade determina que temas estão no âmbito e quais podem omitir-se. Isso reduz o esforço de recolha de forma significativa.
As lacunas de dados mais frequentes na prática CSRD
Em projetos de implementação com empresas de todos os tamanhos, a Dcycle vê os mesmos problemas típicos:
Emissões de Âmbito 3 quase sempre faltam. A maioria consegue recolher Âmbito 1 e 2 com relativa rapidez. Em Âmbito 3 faltam dados de fornecedores. Categorias 1 (bens e serviços adquiridos) e 11 (uso de produtos vendidos) não se preenchem sem inquéritos ou dados de ciclo de vida.
Dados de RH são pouco sistemáticos. Horas de formação, rotatividade por género, disparidade salarial: muitas empresas não capturam estes indicadores ou fazem-no de forma inconsistente. O esforço ESRS S1 surpreende porque vai muito além do que já figura em contas anuais.
Divulgações de governação estão mal estruturadas. Existem políticas anticorrupção, mas não estão documentadas ou preparadas para ESRS G1. Há mecanismos de reclamação, mas não formalizados o suficiente para reporting audit-ready.
Faltam indicadores financeiros para EU Taxonomy. Empresas que devem abordar EU Taxonomy em paralelo com CSRD precisam de desagregação de CapEx e OpEx por atividades sustentáveis. Isso exige colaboração estreita entre controlling e a pessoa responsável por ESG.
A Dcycle mostra-lhe numa análise de lacunas guiada que datapoints ESRS faltam na sua empresa e atribui a recolha diretamente aos departamentos responsáveis.
Iniciar análise de lacunas →Como a Dcycle automatiza a recolha entre departamentos
A Dcycle é uma plataforma de dados concebida para resolver exatamente este problema de coordenação.
Recolha baseada em tarefas: A Dcycle atribui cada datapoint ESRS diretamente à pessoa responsável. RH vê as suas tarefas, produção os dados energéticos, compras os requisitos de Âmbito 3. Todos trabalham na mesma plataforma, sem coordenação por email nem conflitos de versões.
Inquéritos automatizados a fornecedores: Para emissões de Âmbito 3 e dados de cadeia de abastecimento, a Dcycle envia inquéritos estruturados diretamente a fornecedores. As respostas fluem automaticamente para o cálculo de emissões.
Análise de lacunas em tempo real: A qualquer momento pode ver que datapoints faltam, que departamentos estão atrasados e quão completo está o estado do relatório. Isso evita surpresas perto do prazo de entrega.
Audit trail e versionamento: Cada entrada fica documentada: quem introduziu o quê, quando e com que base. É a base para verificação externa, obrigatória para muitas empresas a partir do segundo exercício de reporte.
Multi-framework numa plataforma: CSRD/ESRS, EU Taxonomy, GHG Protocol, LkSG e VSME em paralelo na Dcycle. Um grupo sujeito a CSRD que também precisa de dados de fornecedores para VSME gere tudo sem entrada duplicada.
Como se vê um processo CSRD estruturado na prática
Calendário realista para o primeiro relatório CSRD numa empresa média:
Meses 1–2: Concluir análise de materialidade. Clarificar que temas ESRS estão no âmbito. O resultado determina todo o esforço de recolha.
Meses 3–5: Construir processos de dados. Nomear responsáveis por departamento, atribuir datapoints, iniciar a primeira ronda de recolha. Nesta fase aparecem as lacunas reais.
Meses 6–9: Fechar lacunas. Lançar inquéritos a fornecedores, complementar sistemas HR, formalizar documentação de governação.
Meses 10–12: Redigir o relatório, rever internamente, envolver o auditor. Aprovar o relatório final.
Empresas que executam este processo sem apoio digital reportam prazos 1,5 a 2 vezes mais longos e esforço de correção significativamente maior antes da verificação.
Pronto para estruturar a sua recolha CSRD? A Dcycle dá-lhe em 30 minutos uma visão concreta do seu ponto de partida.
Marcar demo →Perguntas frequentes sobre recolha de dados CSRD
Quem é responsável pela recolha de dados CSRD na empresa?
Não há uma única resposta. Na prática, uma unidade central ou uma pessoa de controlling ou compliance costuma coordenar a responsabilidade CSRD. A entrega real de dados reparte-se entre RH, produção, compras, facility management e legal. O decisivo é que o papel coordenador tenha acesso direto à administração e autoridade transversal. A Dcycle apoia este modelo com acessos por função e atribuição de tarefas.
Devemos reportar todos os ESRS ou apenas os materiais?
Apenas os materiais. A dupla materialidade determina que temas ESRS estão no âmbito para a sua empresa. Uma empresa de serviços sem instalações de produção normalmente não reportará ESRS E2 (poluição). Uma manufacturera dificilmente evitará ESRS E1. O primeiro passo é sempre materialidade, depois o plano de recolha.
O que fazer se fornecedores não entregarem dados de Âmbito 3?
É um problema frequente. Os ESRS permitem fatores de emissão secundários (médias setoriais, bases GHG Protocol) em casos justificados quando não há dados primários de fornecedores. Deve divulgar-se e explicar-se no relatório. A Dcycle apoia ambos os caminhos: inquéritos automatizados para dados primários e bases de fatores integradas para secundários. A longo prazo convém apontar para dados primários, que auditores e investidores preferem.
Desde quando é obrigatória a verificação externa do relatório CSRD?
A CSRD prevê uma introdução gradual de verificação externa. Na primeira fase (desde 2025, relatórios do exercício 2024) aplica-se limited assurance, comparável a uma revisão. A verificação completa (reasonable assurance) está prevista para fases posteriores; o calendário exato ainda se finaliza. Independentemente disso, auditores já esperam hoje audit trails completos, referências de fontes e metodologia documentada. Sem isso, há risco de retrabalho dispendioso antes da verificação.
Como ajuda a Dcycle na primeira verificação CSRD?
A Dcycle documenta cada datapoint com data de entrada, pessoa responsável, fonte e método de cálculo. Esta informação está disponível para o auditor a qualquer momento, sem montagem manual. Além disso, a Dcycle mostra automaticamente antes da verificação que datapoints ainda não estão plenamente comprovados, para fechar lacunas antes de o auditor as detetar.
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