Porque o oceano entra no questionario agora
Os ecossistemas marinhos cruzam alteracoes climaticas, perda de biodiversidade, seguranca hidrica e sistemas alimentares. Ate 2026 o CDP nao tinha um canal dedicado a divulgacao oceanica. O ciclo 2026 introduz o primeiro conjunto de perguntas de oceano integradas no questionario corporativo, abrindo uma janela para empresas com dependencias materiais marinhas reportarem de forma estruturada.
A implementacao e deliberadamente progressiva. O oceano integra se em vez de ser modulo separado. A divulgacao e opt in. O scoring ainda nao esta ativo. Intencao: construir a base de dados este ano, refinar as perguntas no proximo, ativar scoring desde 2027.
O que cobre a divulgacao do oceano
As perguntas de oceano de 2026 seguem a mesma logica DIRO do resto do questionario: dependencias, impactos, riscos e oportunidades, aplicada a ecossistemas marinhos e costeiros. Temas:
- Impactos operacionais diretos sobre ecossistemas marinhos (emissoes de transporte maritimo, operacoes portuarias, infraestrutura offshore, instalacoes costeiras).
- Dependencias de servicos ecossistemicos marinhos (insumos de pesca, biodiversidade, protecao costeira).
- Poluentes que entram no meio marinho (plasticos, quimicos, descargas, escorrencia agricola por rios).
- Ligacoes climaticas (acidificacao oceanica, subida do mar, ondas de calor marinhas).
- Governance e gestao de risco especifica para oceano.
Mapeiam de perto com o realm oceano de TNFD e com o modulo SBTN ocean em desenvolvimento. Empresas alinhadas com TNFD ou SBTN ja tem a maior parte da base.
Quem deve fazer opt in
Expectativa maxima para setores com exposicao marinha direta:
- Transporte maritimo e logistica: emissoes marinhas, transicao de combustiveis, agua de lastro, operacao portuaria.
- Pesca e aquacultura: gestao de stocks, impactos ecossistemicos, rastreabilidade.
- Energia offshore: petroleo e gas, eolica marinha, biodiversidade.
- Infraestrutura costeira: portos, real estate, turismo, cabos de telecomunicacoes.
- Alimentar e bebidas com pescado: rastreabilidade, sourcing certificado.
- Bens de consumo com embalagem plastica: poluicao marinha como risco material.
Estes setores devem fazer opt in mesmo sem scoring. Beneficios:
- Estabelecer base credivel antes do scoring de 2027.
- Sinalizar a investidores e clientes que estao a frente da curva regulatoria.
- Identificar gaps de dado e fechalos sem penalizacao.
- Alinhar divulgacao com TNFD e metodologias SBTN ocean emergentes.
O que ainda nao se exige
As perguntas de 2026 sao deliberadamente alcancaveis. Nao exigem:
- Inventarios quantitativos completos ao estilo C7 para emissoes.
- Metas cientificas de oceano validadas (a metodologia SBTN ocean ainda esta em desenvolvimento).
- Declaracoes de verificacao especificas para oceano.
Espera se divulgacao qualitativa de processo mais dado quantitativo onde ja exista. O padrao apertara em ciclos seguintes.
Como preparar a sua resposta 2026
Se faz opt in, siga esta sequencia:
1. Screening de materialidade. Confirme que o oceano e material para operacoes ou cadeia de valor. Use a abordagem LEAP do TNFD ou trabalhe a partir da cadeia e pegada operacional.
2. Reutilize o processo DIRO de C2. As perguntas de oceano vivem dentro de C2 e dos modulos tematicos. Estenda o processo DIRO existente para clima, agua e forests ao oceano.
3. Documente o dado existente. A maioria das empresas ja recolhe dados relevantes: combustivel maritimo, peso de embalagem plastica, descargas em zonas costeiras, volumes de pescado. Mapeie antes de encomendar novas recolhas.
4. Identifique parceiros. O dado marinho costuma exigir parceiros: institutos de investigacao, ONG, fornecedores de satelite (AIS para navios), entidades de certificacao (MSC, ASC). Construa a rede em 2026 para que o dado flua em 2027.
5. Alinhe com TNFD e SBTN. Empresas que divulgam sob TNFD ja cobrem realms marinhos. Quem se prepara para SBTN ocean produz dado que mapeia para CDP.
Mais contexto em CDP vs CSRD.
O que o oceano significa para setores nao marinhos
Mesmo empresas sem operacoes marinhas diretas devem ponderar opt in se:
- As suas embalagens plasticas contribuem para poluicao marinha.
- A cadeia agricola escoa para bacias que chegam ao mar.
- As emissoes de transporte sao materiais em Ambito 3 categoria 4.
- As atividades financiadas (banca, gestao de ativos) tem exposicao marinha material.
Para estes setores a divulgacao e mais leve, focada em impactos indiretos e exposicao da cadeia de valor.
O que muda em 2027
Pela trajetoria dos plasticos (introduzidos 2024, ampliados 2026, scoring previsto 2027 ou 2028), o oceano deve seguir curva similar:
- 2026: opt in, sem scoring, recolha de baseline.
- 2027: refinamento das perguntas, possivel primeiro scoring para setores de alto impacto.
- Desde 2028: integracao completa.
Quem comeca em 2026 entra no scoring 2028 com dois anos de tendencia.
Onde encaixa a Dcycle
A arquitetura ambiental da Dcycle estende se de clima a agua a forests a oceano usando o mesmo inventario canonico. O mesmo dado de combustivel por navio que alimenta Ambito 3 categoria 4 alimenta divulgacao maritima. O mesmo dado de embalagem plastica que alimenta C10 informa poluicao marinha.
Para ver como a Dcycle estrutura isto: solicite uma demo.
Reflexao final
A divulgacao do oceano em 2026 e oportunidade de baixa pressao e alto sinal. Sem penalizacao por opt out, ganho minimo por opt in. O valor estrategico esta nos dados recolhidos durante a janela sem scoring.